Este estudo teve como objetivo comparar os efeitos do treinamento de resistência de alta velocidade (TRAV) e treinamento de resistência de baixa velocidade (TRBV) em idosas destreinadas. A amostra foi composta por vinte e quatro mulheres idosas que realizaram um programa de treinamento resistido de 14 semanas, 2 vezes por semana. Inicialmente as participantes assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido, preencheram o questionário internacional de atividade física (IPAQ) e foram submetidas ao processo de coletas de dados pré treinamento, para avaliar os seguintes componentes físicos: força, flexibilidade, resistência muscular, potência, velocidade de marcha, equilíbrio funcional e resistência aeróbia. Em seguida, as idosas foram alocadas de forma contrabalanceada com base no desempenho dos testes de força, em dois grupos de diferentes cadências: I) TRAV: concêntrica mais rápida e excêntrica cadência de movimento de 3 segundos; II) TRBV: tanto a concêntrica como a excêntrica com cadência de movimento de 3 segundos. Após o período de treinamento as avaliações físicas foram novamente realizadas. Os dados coletados foram tabulados no Excel 2013 e as análises foram realizadas utilizando o pacote estatístico SPSS 20.0. O nível de significância adotado para todos os testes foi de p <0,05. Após o teste de normalidade do teste Shapiro-Wilk, os dados foram apresentados por média e desvio padrão. A análise de variância de duas vias para medidas repetidas foi realizada considerando grupos (TRAV vs TRBV) e momentos (pré vs pós). Os resultados demonstraram que ambos os grupos de treinamento (TRAV e TRBV ) apresentaram diferenças significativas para os testes que avaliaram força (TRAV: p= 0.013; TRBV: p= 0.011), equilíbrio funcional (TRAV: p= 0.001; TRBV: p= 0.005) e resistência aeróbia (TRAV: p< 0.001; TRBV: p= 0.004). No entanto, o treinamento resistido com cadência de movimento em alta velocidade indicou maior efeito no desempenho de equilíbrio funcional e resistência muscular de membros inferiores. Com isso, conclui-se que o treinamento resistido realizado em alta e baixa velocidade promoveu benefícios importantes para as mulheres idosas, sem diferenças significativas entre eles, pelo menos em indivíduos previamente destreinados.