APRESENTAÇÃO
O Grupo Ginástico PUC Minas é constituído por alunos, ex-alunos, professores e pessoas da comunidade de diferentes faixas etárias, variando entre 7 e 66 anos, que tenham interesse em praticar atividade física de qualidade, o que está de acordo com a Federação Internacional de Ginástica (2019, tradução nossa ) ao afirmar que a modalidade praticada pelo grupo, que é a Ginástica para Todos, “oferece uma variedade de atividades adequadas para todos os gêneros, faixas etárias, habilidades e origens culturais”. O trabalho é desenvolvido a partir de processo criativo colaborativo, sendo que o mote gerador são os diferentes aspectos da vida no Estado de Minas Gerais. Para melhor organização das atividades do grupo foram criados 7 grupos de trabalho, a saber: Gestão; Estudo e Pesquisa; Comunicação e Marketing; Eventos, Promoção e Projetos; Técnico; Saúde; Figurino e Maquiagem. Esses grupos trabalham em prol do objetivo principal que é representar, através da ginástica, a PUC Minas e os aspectos culturais do contexto onde ela está inserida.
Desenvolve trabalho prático na área da ginástica, mais especificamente na modalidade Ginástica para Todos, tendo na pesquisa seu alicerce subsidiando suas construções coreográficas, bem como estudando sobre as várias possibilidades da interferência positiva da ginástica na vida das pessoas, interferência essa que vai de encontro aos resultados da pesquisa de Ambrosio (2017, p. 2.807), quando registra que a participação de jovens em sua oficina de Ginástica “colaborou para uma mudança de paradigmas, transformando-os, de pessoas individualistas em pessoas colaborativas, que passaram a pensar em como ajudar o outro, ou seja, se perceberam evoluindo, do egoísmo para a alteridade.” A modalidade Ginástica para Todos, segundo a Federação Internacional de Ginástica (2019, tradução nossa ) se apresenta como “Ginástica para todas as atividades contribui para a saúde pessoal, fitness e bem-estar - física, social, intelectual e psicológico.” O Grupo entende que a construção coreográfica, enquanto experiência, é uma possibilidade de, através dos movimentos gímnicos, expressar a cultura mineira em específico e nacional de uma maneira geral, introduzindo o sujeito frente à realidade repleta de sentido e significado. Essa construção por ser coletiva e colaborativa, permite aos sujeitos envolvidos ressignificarem seus movimentos, contribuindo com suas habilidades, gerando competência para a construção geral.
Atualmente a pesquisa inspirou o tema Rio São Francisco, destacando a vida cotidiana da população ribeirinha desterritorializada do “Velho Chico”. As danças folclóricas e a capoeira corroboraram com a contextualização do tema, dando maior sentido e significado à coreografia, corroborando Scarabelim e Toledo (2016, p. 166, tradução nossa ) ao afirmarem baseadas em outros autores que, na Ginástica para Todos “as composições coreográficas têm um tema inspirador que pode ser desencadeado por uma música, uma característica cultural (do grupo, região e país), um aparato ou qualquer outra fonte.”
Nosso rol de fotografias retrata o processo de idealização da coreografia “Rio São Francisco”, construção coletiva do Grupo Ginástico PUC Minas, selecionada para apresentação na XVI Gymnaestrada, que acontecerá em Dornbirn, Áustria em julho de 2019. Buscando resgatar a cultura referente aos povos ribeirinhos do referido rio, a citada coreografia retrata modos, costumes e aspectos folclóricos dessa região e, nesse sentido, corroborando Bracht (1996, p. 25), quando o mesmo afirma que “o movimentar-se e mesmo o corpo humano precisam ser entendidos e estudados como uma complexa estrutura social de sentido e significado, em contextos e processos sócio-históricos específicos.”
O registro pelo grupo de seu processo de construção, desde a pesquisa que deu origem à ideia até o produto final, que é a coreografia, nos permitiu assimilar conhecimentos e fatos relacionados aos ribeirinhos. Esse processo, segundo Frederico e Gianotto (2016, p. 128) permite “tornarmos a informação suficientemente significativa, codificando-a semanticamente, ou seja, usando imagens capazes de representar o comportamento de fenômenos [...], ela poderá ser recuperada de forma mais eficaz.”