EXPECTATIVAS E REALIDADES DO DIA A DIA EM UM CMEI.1
EXPECTATIVAS Y REALIDADES DEL DÍA LA DÍA EN UN CMEI
EXPECTATIONS AND DAY-TO-DAY REALITIES IN A CMEI
PALAVRAS-CHAVE: PIBID; CMEI; experiências
INTRODUÇÃO
Durante a formação inicial, criam-se diversas expectativas a respeito do ambiente escolar. Como será para um professor em formação dar aula dentro de um CMEI (Centro Municipal de Educação Infantil)? Será que essa aula seria adequada para determinada idade? Essas dúvidas cercam vários graduandos, pensamentos que por várias vezes causam ansiedade e futuras frustrações, e os perseguem por grande parte do curso.
Surge então o Projeto de Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) que coloca o graduando dentro do ambiente escolar para pesquisar e intervir juntamente com
o professor. Essa experiência auxilia até mesmo nas matérias do próprio curso, pois se associa a teoria estudada na universidade com a realidade da prática dentro da escola.
No PIBID existe um compromisso assumido pelo bolsista com a escola e com seu professor supervisor e vice-versa. Os primeiros contatos com as turmas na qual irão intervir são para conhecê-las, e assim, estarem aptos para melhor construir os projetos e intervenções ao longo do ano.
O PRIMEIRO CONTATO
A inserção no ambiente escolar se desenvolveu no contexto de um CMEI do município de Vitória/ES. As expectativas dos bolsistas foram muitas, mas o conteúdo mais presente nas cartas de intenção diz que, dentre outras coisas, é esperado que se expanda os horizontes relacionados à docência e que se aprenda na prática como é dar aula.
A experiência dos bolsistas em questão, se deu com alunos dos grupos 6 (seis) e 5 (cinco), eles observaram as aulas da professora supervisora e depois passaram a preparar suas próprias intervenções com o seu auxílio. Como ficaram responsáveis por apenas duas turmas em específico, tiveram mais contato com os alunos. Observaram o modo dos alunos de interagir com seus colegas e com o espaço em que estavam inseridos. Andrade Filho nos direciona:
[...] pudemos compreender que frequentemente as crianças gostam das atividades que lhes são prescritas. Entretanto, interferem decisivamente no modo como as atividades são realizadas. Na ação as crianças sugerem e até impõem outros conteúdos e outros modos de experienciá-los, diferentes daqueles que normalmente a professora prescreve. (2013, p.60)
Baseado na vivência no CMEI os mesmos conseguiram perceber que quando as regras não as satisfazem mais, as crianças modificam o modo de agir por meio seus próprios saberes, trazendo outros conhecimentos de movimento corporal.
Levando isso em conta, as aulas foram planejadas com a singularidade de cada turma em mente, para que os futuros professores não se tornassem engessados em suas próprias práticas. Quanto mais conheciam os alunos, mais adequada para os mesmos as aulas se tornavam.
No ano de 2018 foram trabalhados os temas: Corpo Humano, Sentimentos e Higiene. Na primeira observação do grupo no CMEI, em uma aula ministrada pela professora com o tema “Corpo Humano”, foi levado um esqueleto para os alunos conhecerem as funções e possibilidades de seus corpos, um dos alunos logo falou: “Vamos fazer um ritual?”. Essa fala gerou certo espanto. Como uma criança de 6 anos já pensava dessa maneira? A professora aproveitou para desconstruir esse pensamento, para que os alunos entendessem que o esqueleto era para fins educacionais, ainda alguns alunos insistiam em chamar o esqueleto de “caveira”, mas foram instruídos sobre o real nome do exemplar. Essa experiência logo no primeiro contato os ajudou a compreender e lidar com outras questões que podem surgir em suas aulas.
A primeira intervenção do grupo foi com o tema “Higiene”. Eles tiveram algumas dificuldades sobre como inserir jogos e/ou brincadeiras com esse tema e como administrar o tempo de aula. Com a ajuda da professora supervisora para sanar suas dúvidas, eles interviram nas turmas com sucesso.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A cada aula aprendia-se mais sobre a docência, já era possível administrar melhor o tempo de aula e assumir a posição de professor com mais segurança sobre sua prática. Hoje se vê mais do que nunca a importância do PIBID para a formação inicial, essa experiência pela qual os bolsistas passam, tem um impacto significativo, fazendo dessa uma experiência que irão carregar ao decorrer de sua profissão, ajudando-os assim, a melhor cumprir a responsabilidade com a escola, com os alunos e com a sociedade.
REFERÊNCIAS
ANDRADE FILHO, N. F. de. Observações compreensivo-crítica das experiências de movimento corporal das crianças na educação física. Porto Alegre: Marinho, 2013.