INTRODUÇÃO: A qualidade de vida (QV) é algo primordial para mulheres que foram submetidas ao processo de tratamento de um câncer, e o uso de exercícios convencionais e com intensidades elevadas têm mostrado resultados efetivos em relação a este quesito; ambos promovem melhoras positivas dos componentes da qualidade de vida e da funcionalidade biomecânica em sobreviventes de câncer de mama (SCM) (SILVA et al, 2010). JUSTIFICATIVA: Em uma rotina clínica é possível agregar a prática regular de exercícios físicos com o intuito de prevenir e amenizar os sintomas decorrentes do tratamento. Como consequência disso, há também melhorias tanto nas capacidades físicas quanto na QV, ambos vêm a ser essenciais para o processo de autonomia das SCM (SILVA et al, 2010). OBJETIVOS: Produzir uma revisão sistemática com metanálise, que abordasse os benefícios dos exercícios de alta intensidade na qualidade de vida, tratamento e reabilitação de sobreviventes de câncer de mama. BASE TEÓRICA: São escassos os estudos que avaliam a relação do exercício físico com o tratamento durante ou pós câncer; as intervenções com o exercício físico são benéficas, mas os dados das publicações são inconsistentes com relação ao volume ou a intensidade mais adequada (TIAN et al, 2016). METODOLOGIA: A busca na literatura foi feita nas plataformas de pesquisas eletrônicas PubMed e Bireme, nos idiomas português e inglês. Usamos os descritores controlados: Breast cancer, high intensity exercises, Exercises e seus sinônimos para as buscas no PubMed; e os descritores Câncer de mama, Treinamento intervalado de alta intensidade, Exercício e seus sinônimos para as buscas no Bireme. Foram incluídos somente experimentos controlados randomizados. Os estudos foram agrupados usando meta-análise de efeitos aleatórios utilizando o pacote Meta implementado no software R (versão 3.3.2) e nível de significância p< 0.05. Através da leitura dos títulos e resumos foram selecionados 29 artigos, e após a leitura na integra foram excluídos 27 textos por não se adequarem ao tema proposto, sendo inclusos no estudo apenas 2 artigos. ANÁLISE/DISCUSSÃO: Em nossos resultados após a metanálise os componentes da QV apontaram não ter diferença estatística alguma em relação ao tipo de intensidade utilizada nos exercícios físicos em ambos dos estudos (95 % IC: -0,64; 0.19; t²= 0.1493, p = 0.05). Entre as SCM que vivenciam o tratamento de câncer apresentam um grande declínio da qualidade de vida (QV), principalmente nos aspectos que envolve a vida social e emocional o que acaba repercutindo em suas funções de autonomia e biomecânica (FONG, 2012). Segundo Silva et al (2010), ser ativa fisicamente, traz contribuições para a QV pós câncer de mama, e atua paralelamente na prevenção de diversos tipos de doenças. Além disso têm influência positiva no humor, melhora a imagem corporal e autoestima, agindo na redução das sequelas e dos sintomas físicos e emocionais experimentados durante o tratamento do câncer (SAÇO; FERREIRA, 2010). CONSIDERAÇÕES FINAIS: Assim como os exercícios leves e moderados os intensos contribuem de maneira positiva para a qualidade de vida geral das sobreviventes de câncer de mama, em especial nas relações das funções físicas, emocionais e sociais relacionadas à qualidade de vida.
PALAVRAS-CHAVE: Qualidade de Vida; Exercício Intermitente de Alta Intensidade; Câncer de mama.
REFERÊNCIAS
FONG, D. Y., J. W. Ho, B. P. Hui, A. M. Lee, D. J. Macfarlane, S. S. Leung, et al. 2012. Physical activity for cancer survivors: meta-analysis of randomised controlled trials. BMJ 344:e70. 2012.
SILVA, Camila Bento; ALBUQUERQUE, Verônica; LEITE, Jonas. Qualidade de vida em pacientes portadoras de neoplasia mamária submetidas a tratamentos quimioterápicos. Rev bras cancerol, v. 56, n. 2, p. 227-36, 2010.
Tian L, Lu HJ, Lin L, Hu Y. Effects of aerobic exercise on cancer-related fatigue: a meta-analysis of randomized controlled trials. Support Care in Canc.2016;24(2):969-83.