INTRODUÇÃO
O projeto “Educação, práticas corporais e direitos humanos” surge com a intenção de expandir os debates relacionados às questões da diversidade tais como: opressões e exclusões, geralmente, centradas nos espaços da universidade ou de grupos/coletivos que tratam das causas das mulheres, LGBTs raça/etnia, deficiência física ou mental entre outras, na perspectiva segmentada e não a partir da perspectiva da totalidade. Sabemos que uma das problemáticas da restrição às práticas corporais, tanto nas aulas de Educação Física como nos projetos de esporte e lazer ao conjunto de pessoas que compõem grupos minoritários ou marginalizados são: a hierarquização, o sexismo e a elitização dessas práticas de forma sistematizada.
DESENVOLVIMENTO
As práticas corporais sistematizadas são denominadas por muitos autores e de várias vertentes teóricas da Educação Física, como Oliveira, Darido e Gonzalez (2015), Coletivo de Autores (1992), como Dança, Capoeira, Esporte, Lutas, Ginástica, Jogos, Teatro e Artes Circences todas essas práticas com grandes potenciais de ampliar culturalmente a expressões corporais, de homens e mulheres, crianças e idosos, jovens comuns e com deficiência física e ou mental, pois através de vivências de caráter humanizador, elas podem proporcionar um estado de bem estar e prazer e possuem uma peculiaridade de agregar pessoas em torno dos interesses comuns.
No âmbito escolar ou nos âmbitos formativos não escolares, é muito comum vermos as práticas corporais como vivências coletivas. E é essa peculiaridade que a proposta do projeto se desenvolverá sua metodologia baseada na teoria da Pedagogia histórico-crítica e nas vivências coletivas e agregadoras. Além disso, o fato do mesmo se propor a se desenvolver nas escolas, já que concebemos a função da Educação a partir da afirmação de Martins (2007) “reside na transformação das pessoas em direção a um ideal humano superior, na criação das forças vivas imprescindíveis à ação criadora, para que seja, de fato, transformadora, tanto dos próprios indivíduos quanto das condições objetivas sustentam sua existente social”. Tal afirmativa vai ao encontro da necessidade de se pautar os bens culturais, tais como as práticas corporais sistematizadas como direito de todo e qualquer sujeito a fim de usufruir suas necessidades objetivas da vida humana.
Segundo Tubino (2005), durante muito tempo na história da humanidade, as pessoas não conviveram com qualquer tipo de direitos humanos e sociais. Essa afirmação pode ser apoiada na revisão historiográfica de muitos séculos desde antes de Cristo quando prevaleceram Dinastias, Feudos, Déspotas, Reinados e outras formas de imposição social. A discussão sobre direitos humanos começou com o Renascimento Europeu quando a ideia de cidadania, referenciada na cidadania dos antigos romanos, surgiu, apoiada na autodisciplina, patriotismo e preocupação com o bem comum.
METODOLOGIA
A metodologia está baseada no arcabouço teórico da Pedagogia histórico-critica (SAVIANI, 2012) que se configura pedagogicamente em cinco momentos pedagógicos, que se inter-relacionam entre si de forma espiralada, parte fulcral para que os objetivos do projeto se materializem e assim a relação Universidade-Escola se estreite. Neste sentido, o desenvolvimento do projeto se dá a partir das seguintes ações de formações e vivências da comunidade escolar e acadêmica, do fomento às Rodas de conversa sobre Educação e Práticas Corporais e temáticas das Opressões e Exclusão nos espaços escolares e consolidação de parcerias com entidades locais e afins que tratam dos Direitos Humanos.
DISCUSSÃO
O projeto já atingiu uma média de 200 pessoas ao longo de um ano de desenvolvimento, tem alcançado visibilidade junto aos professores das redes públicas da cidade de Belém e Ananindeua. As rodas de conversa e oficinas temáticas tem alcançado seus objetivos no que tange a necessidade de se repensar as práticas corporais sistematizadas como direito ao processo da formação humana.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O projeto tem trazido experiências bastantes exitosas no que se refere aos reflexões das práticas corporais como Direito Social e Humano, a estratégia de contextualizar temáticas que estreitam a universidade da escola tem sido um marco para a ampliação das possibilidades baseados no referencias da Pedagogia Histórico-Crítica e da Cultura Corporal.