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PALAVRAS-CHAVE: Transtorno do Espectro Autista; Educação Física; Desenvolvimento Psicossocial. INTRODUÇÃO O Transtorno de Espectro do Autismo (TEA) é definido como uma síndrome comportamental, atuando nas disfunções do funcionamento do Sistema Nervoso Central (SNC) de etiologia indeterminada (APA, 2014), responsável por atrasos cognitivos e psicossociais, podendo ser melhorado com a Educação Física (EF) (LOURENÇO et al., 2015). Assim, objetivou-se realizar um levantamento bibliográficos de estudos que abordassem o desenvolvimento cognitivo e comportamental de crianças com TEA através da EF no ambiente escolar. METODOLOGIA O estudo baseia-se em revisão de literatura com bases OnLine publicadas entre 2013 a 2018 nos portais: LILACS; BVS; SCIELO; Periódicos da CAPES. Utilizando-se para as buscas as palavras: Educação Física e Autismo; TEA e Educação Física. Foram selecionados 30 estudos, sendo 20 excluídos por duplicata, e por não terem a EF como foco. Ao final, 10 artigos foram analisados quanto à sua temática principal, abordando a EF para crianças com TEA. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Os estudos analisados descrevem que crianças com TEA apresentam alterações e dificuldades quanto ao seu desenvolvimento motor, o que pode ser superado com práticas corporais de socialização (ONZI; DE FIGUEIREDO GOMES, 2015). A EF no ambiente escolar facilita o desenvolvimento cognitivo e psicossocial, pois inclusão de esportes, exercícios e outras atividades físicas devem ser trabalhadas em concomitância às práticas terapêuticas tradicionais, por apresentarem impacto na melhora de sintomas e comportamentos dos autista (MESQUITA et al., 2015). Corroborando com essa ideia, estudo com crianças com TEA demonstrou que as experiências motoras são decisivas para o desenvolvimento intelectual e afetivo, facultando à criança estabelecer relação com o mundo (ONZI; DE FIGUEIREDO GOMES, 2015), tendo a EF papel do fortalecimento cognitivo, psicológico através de experiências com outros ambientes e interpessoais, dando ao seu corpo o seu primeiro meio de comunicação (CIPRIANO; DE ALMEIDA, 2016; LIMA et al., 2017) No entanto, as atividades para os autistas não devem ter ênfase em regras fechadas como gincanas, jogos imaginários, pois dificultam a aprendizagem e causam frustrações no aluno, devido à dificuldade em distinguir o real do imaginário (DA CRUZ; PRAXEDES, 2018). Portanto, proporcionar o “aprender a compreender emoções”, pode amenizar as dificuldades na compreensão dos aspectos emotivos, proporcionando interação social entre crianças autistas (DE MORAES PEZZUOL, 2017). CONSIDERAÇÕES FINAIS Embora o TEA tenha recebido destaque na literatura científica atual, ainda há grandes lacunas a serem investigadas, principalmente no que tange a EF no ambiente escolar. A implantação da EF no ensino dos autistas, favorece o desenvolvimento de habilidades motoras, cognitivas, emocionais e sociais, possibilitando uma melhora no seu desenvolvimento. Identificou-se nos estudos analisados a predominância na elaboração de intervenções em prol da diminuição dos sintomas, pouco no tratamento e desenvolvimento pessoal global. REFERÊNCIAS AMERICAN PSYCHIATRY ASSOCIATION - APA. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais-DSM-V. Porto Alegre: Artmed, 2014. CIPRIANO, M.S.; DE ALMEIDA, M.T.P. O brincar como intervenção no transtorno do espectro do autismo. Extensão em Ação, v.2, n.11, p.78-91, 2016. DA CRUZ, M.R.; PRAXEDES, J. A importância da educação física para o desenvolvimento motor de crianças e jovens com transtornos do espectro autista. e-Mosaicos, v.7, n.14, p.187-99, 2018. DE MORAES PEZZUOL, M.L. Contribuições da Educação Física escolar na inclusão de alunos com transtorno do espectro autista (TEA) no ensino público regular do estado de São Paulo–Um estudo de caso. Revista Acadêmica - IFSP, v.1, n.1, 2017. LIMA, A.F.C. et al. A Influência de práticas pedagógicas e terapêuticas não verbais no transtorno do espectro autista: as possibilidades para o profissional de educação física. Motricidade, v.13, n.SPE, p.87-96, 2017. LOURENÇO, C.C.V. et al. Avaliação dos efeitos de programas de intervenção de atividade física em indivíduos com transtorno do espectro do autismo. Rev. bras. educ. espec., Marília, v.21, n.2, p.319-28, 2015. MESQUITA, H. et al. Efeitos da atividade física adaptada no perfil psicomotor de uma criança com Espetro de Autismo. E-balonmano.com: Revista de Ciencias del Deporte, v.11 (Supl. 2), p.131-2. 2015. ONZI, F.Z.; DE FIGUEIREDO GOMES, R. Transtorno do Espectro Autista: a importância do diagnóstico e reabilitação. Revista Caderno Pedagógico, v.12, n.3, p.188-99, 2015.
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