CORRELAÇÃO ENTRE MOBILIDADE DE TORNOZELO E CAPACIDADE FUNCIONAL EM IDOSAS

Vol. 1, 2019. - 109230
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Resumo
INTRODUÇÃO O processo de envelhecimento vem acompanhado com diminuição da amplitude de movimento do tornozelo, que também tem sido associada a déficits biomecânicos que influenciam na capacidade funcional (KEUMON et al., 2002). Sabendo que uma pequena alteração no movimento articular pode comprometer a qualidade de vida do idoso, o objetivo do presente estudo foi verificar a correlação existente entre a mobilidade articular de tornozelo e a capacidade funcional em idosas fisicamente ativas. MÉTODOS Participaram do estudo 62 idosas fisicamente ativas (65±5 anos; 28±5 Kg/m²) inscritas em um programa de treinamento neuromuscular. Para a avaliação da mobilidade de tornozelo foi utilizado o Leg Motion system (Check your MOtion®, Spain) (LEG), validado para idosos como alternativa para avaliar a amplitude de movimento do tornozelo (CR MORALES et al., 2017). Para a avaliação da capacidade funcional (CF) foram utilizados os testes Time Up and Go (TUG), utilizado para avaliar o equilíbrio e o risco de quedas através do tempo de marcha em idosas (BISCHOFF et al. 2003); Levantar-se da posição Decúbito Dorsal (LD), teste retirado do protocolo de avaliação funcional através das atividades diárias (DANTAS E VALE 2004); Caminhada de 6 minutos (TC6) proposto para avaliar através da distância percorrida os parâmetros fisiológicos envolvidos na mobilidade funcional (RIKLI E JONES, 1999). As associações foram analisadas através do teste de correlação de Pearson, utilizando-se o software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) adotando p<0,05. RESULTADOS Os resultados dos testes aplicados apresentaram os seguintes perfis: LEG=10,8±3,3 cm; TC6=565,07±58,34 m; TUG=5,25±0,74 s; LD=3,67±1,19 s. Foram encontradas correlações moderadas e estatisticamente significativas (p=0,01) entre a mobilidade do tornozelo e os testes TC6 (r=0,411), TUG (r=-0,482) e LD (r=-0,502). ANÁLISE/DISCUSSÃO A presente investigação teve como objetivo avaliar a correlação existente entre a mobilidade de tornozelo e a capacidade funcional em idosas ativas. Os dados mostram uma correlação significativa (p≤0,01) entre os testes. Nossos achados corroboram com estudos científicos que mostram que idosos com histórico de quedas apresentam menor mobilidade no tornozelo quando comparados com aqueles sem incidência (GÓES et al. 2015; LAROCHE et al. 2010). CONSIDERAÇÕES FINAIS Os resultados obtidos sugerem uma possível influência da mobilidade do tornozelo na capacidade funcional de idosas fisicamente ativas. A avaliação da correlação com outros componentes de aptidão física, não só relacionados à amplitude de tornozelo, podem levar a um incremento potencial quanto aos resultados na capacidade funcional dessa população, sendo uma possível limitação do estudo a avaliação da mobilidade de tornozelo utilizando apenas um componente.
Instituições
  • 1 Universidade Federal de Sergipe
  • 2 CYMO Research Institute, Valladolid, Spain (CYMORI)
Eixo Temático
  • GTT 01 - Atividade Física e Saúde