A INFLUENCIA DO TREINAMENTO RESISTIDO SOBRE A FORÇA DE MULHERES COM A DA DOENÇA DE PARKINSON

Vol. 1, 2019. - 109162
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Resumo
INTRODUÇÃO Segundo Schimitz e O’Sullivan (2004, p. 747-73): “A doença de Parkinson (DP) é uma afecção crônica e progressiva do sistema nervoso, caracterizada pelos sinais cardinais de rigidez, acinesia, bradicinesia, tremor e instabilidade postural.”. E também “Apresenta uma etiologia idiopática, porém acredita-se que os seus surgimentos provem de fatores ambientais e genéticos, podendo interagir e contribuir para o desenvolvimento neurodegenerativo da DP” (PEREIRA; GARRET, 2010). Ou seja, a DP é uma patologia crônica, degenerativa e progressiva do sistema nervoso central, que decorre da morte dos neurônios produtores de dopamina. Alguns dos sintomas que caracterizam a DP, são o tremor e a instabilidade postural como citados acima, que estão ligados diretamente a força, sendo essa uma das principais capacidades físicas de mulheres comuns e, principalmente, de mulheres com a doença de Parkinson. Esta capacidade, além de contribuir para uma boa saúde corporal, também atua nos sintomas mencionados acima e é gradativamente diminuída de acordo com o avanço da doença. OBJETIVO Para tanto, esse estudo teve como objetivo analisar a influência do treinamento resistido sobre a força de mulheres com a da doença de Parkinson. MÉTODO Foram avaliadas no Laboratório de Exercício Resistido e Saúde (LERES), da Universidade do Estado do Pará (UEPA), doze mulheres com DP. As avaliações ocorreram antes e após o período de treinamento, que foi realizado durante quatro meses, duas vezes semanais, em dias intercalados. As sessões de treinamento eram compostas pelos seguintes exercícios: supino Biodelta, levantamento terra, remada unilateral, panturrilha vertical e abdominal infra, realizando-se duas séries de oito a doze repetições com um intervalo de 1 a 2 minutos de descanso, entre elas. Para a aplicação do teste de avaliação, foi utilizado o equipamento dinamômetro manual para verificar a força dos membros superiores das pacientes. CONSIDERAÇÕES E RESULTADOS Analisou-se então, que as sessões de treinamento proporcionaram um aumento na quantidade de força de preensão manual (FPM), sendo que, no membro superior direito teve aumento significativo da força, correspondendo a 31%, enquanto que no esquerdo teve aumento de 17%. Portanto, conclui-se que, o treinamento resistido é bastante eficiente na melhora da força de mulheres com a DP, influenciando de forma eficaz para amenizar e/ou prevenir o avanço da doença, proporcionando assim, melhorias na qualidade de vida das pacientes. REFERÊNCIAS O’SULLIVAN, S.B.; SCHIMITZ T.J. Doença de Parkinson. Fisioterapia: avaliação e tratamento. São Paulo: Manole, 2004. PEREIRA, D.; GARRETT, C. Factores de risco da doença de Parkinson um estudo epidemiológico. Acta Med Port 2010;23:15-24. SOUZA, C.F.M. et al. A doença de Parkinson e o processo de envelhecimento motor: uma revisão de literatura. Mossoró-RN, Brasil, 27 de setembro de 2011. Disponível em: . Acesso em: 05 abril. 2019.
Instituições
  • 1 Universidade do Estado do Pará - UEPA
  • 2 Universidade do Estado do Pará
Eixo Temático
  • GTT 01 - Atividade Física e Saúde