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Introdução: No Brasil tem sido devastador o agravamento da pobreza e desigualdade social, sobretudo em tempos pós pandemia. Sob a égide do ideário neoliberal as políticas sociais que deveriam assegurar um sistema de proteção social para a população têm sofrido constantes ataques, e, por conseguinte os rebatimentos são vivenciados cada vez mais no nosso cotidiano profissional. Nesse contexto o trabalho social na área da saúde tem exigido dos profissionais um esforço desmedido na atuação em conjunto com as equipes de saúde no processo de desospitalização. Objetivo: Relatar a experiência de um grupo de trabalho de um hospital terciário que discute estratégias para a desospitalização de pacientes internados de longa permanência. Método: Em 2021 por iniciativa da diretoria clínica e executiva foi criado um Grupo de Trabalho – GT com a participação de diferentes representantes de categorias profissionais, dentre elas o serviço social, atuando na identificação e análise das principais dificuldades no processo de transição de cuidados de pacientes. O grupo seu reúne mensalmente para planejamento das ações voltadas para a padronização de uma programação de alta segura, atuando em clínicas pilotos. E realiza o monitoramento de pacientes com internação superior a 30 dias. As internações com implicadores sociais são sinalizadas para a representante do serviço social que integra o GT. Na sequência é discutido com o profissional que está à frente do atendimento e compartilhado com o grupo o plano de intervenção. Resultados: Embora o grupo tenha constatado que a maior parte das internações esteja relacionada à condição clínica dos pacientes, o GT tem se deparado nos últimos anos com um crescente número de sujeitos em situação de desproteção social, e na contramão das respostas, nos deparamos com a dificuldade dos serviços de assistência social e saúde. Considerações finais: O serviço social tem sido essencial nas discussões desses grupos de trabalho, pois compreende o paciente integralmente, traduzindo as condições sociais de vida dos sujeitos. Porém, é necessário que se enfatize que o processo de desospitalização muitas vezes vai além de um bom plano de intervenção social, é necessária uma constante e atenta leitura de conjuntura, para que possamos contribuir na discussão e proposta de alternativas que ultrapassem os portões institucionais.
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