O Serviço Social precisa do feminismo negro: explicando a partir da interseccionalidade.

Vol.1 - 2024 - 186980
Resumo
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Resumo

A presente pesquisa visa analisar a relação entre o Serviço Social, o feminismo negro e a interseccionalidade para compreender como esse debate se expressa na produção bibliográfica das Assistentes Sociais brasileiras. O caminho metodológico utilizado é a pesquisa bibliográfica, a partir da análise do relatório final da pesquisa "A inserção da educação para as relações étnico-raciais no âmbito da pós-graduação na área de Serviço Social nos últimos cinco anos (2017-2022)" organizado pela Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Serviço Social – ABEPSS e por Programas de Pós Graduação. A hipótese norteadora é que o feminismo negro enquanto uma matriz do pensamento feminista, identifica que as desigualdades sociais produzidas pelo modo de produção capitalista dependente, decorrem da formação social brasileira e que permanecem neste modo de produção, como resultante do racismo estrutural. As vulnerabilidades que estão submetidas as mulheres negras são expressões da questão social estruturadas e estruturantes a partir da coexistência de eixos de subordinação e opressão que atuam simultaneamente. Em suma, significa tratar raça, gênero e classe como categorias de analise da sociedade. Nesse sentido, a analise interseccional da realidade social formulada pelo feminismo negro permite desvelar as determinações coexistentes do racismo, do machismo e do classismo na configuração da questão social e de suas expressões no cotidiano do trabalho da(o) Assistente Social. E também reafirma a necessidade da profissão se articular com os movimentos sociais dentre os quais, o movimento de mulheres negras.

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Eixo Temático
  • Reprodução Social, Classes sociais, Relação de Exploração/Opressão (gênero, raça/etnia, sexualidades e capacitismo)
Palavras-chave
Feminismo Negro, Interssecionalidade, Movimento de Mulheres negras.