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INTRODUÇÃO: O tema para reflexão é o cuidado em saúde para a pessoa idosa em ambiente hospitalar de alta complexidade do Sistema Único de Saúde (SUS), considerando a visão dos profissionais de saúde, tomando como referencial a teoria social marxista e apoiando-se em uma perspectiva crítica da categoria cuidado. É inegável que a longevidade é considerada uma conquista da sociedade. No entanto, esse aumento na expectativa de vida traz consigo o desafio das doenças crônicas que podem afetar a independência das pessoas idosas, exigindo cuidados específicos e contínuos, podendo ser temporários ou permanentes, aumentando a demanda por serviços de saúde, como a hospitalização. Dessa forma, pensar o cuidado à pessoa idosa nos faz refletir sobre a velhice dependente e a importância de repensar o cuidado em saúde no contexto hospitalar onde o cuidado institucional seja abordado como uma responsabilidade do Estado que precisa ser discutida e aprimorada. Significa compreender o cuidado no seu sentido integral, que combine as tecnologias em saúde para o atendimento das necessidades das pessoas idosas e que, “para isso, os/as profissionais são parte da concretização de políticas, programas e normativas institucionais que coloquem o cuidado como parte do direito à saúde” (Santos e Almeida, 2020). OBJETIVO: Analisar como é a produção de cuidado no espaço hospitalar de alta complexidade a partir da percepção dos profissionais de saúde. MÉTODO: Pesquisa exploratória de natureza qualitativa e orientada pelo método histórico-dialético. Foram entrevistados 16 profissionais de saúde que, no ano de 2023, atenderam a pessoa idosa hospitalizada em um serviço de alta complexidade, incluindo assistentes sociais, enfermeiros, fisioterapeutas, médicos, nutricionista, psicólogo e técnicos de enfermagem. Como técnica de coleta de dados foi utilizada a entrevista semiestruturada e para a análise dos dados foi utilizada a análise de conteúdo. RESULTADOS: O cuidado em saúde é percebido de forma individualizada e intrínseco às famílias e, sendo assim, frequentemente requisitado por meio da presença do acompanhante (Mioto e Dal Prá). A produção de cuidado caminha para uma responsabilização da família. CONSIDERAÇÕES FINAIS: No âmbito hospitalar, especialmente quando se refere ao idoso dependente, o direito da pessoa idosa em ter acompanhante é percebido como uma obrigação, pois o acompanhante para os profissionais de saúde é a figura que ajudará a aliviar a sua sobrecarga de trabalho.
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