Construção de Comissões de Inclusão e Pertencimento como Instrumento para o Trabalho na Saúde Hospitalar

Vol.1 - 2024 - 187012
Resumo
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O trabalho do Serviço Social no contexto da saúde, inclusive hospitalar, exige estratégias constantes para a construção de alternativas ao silêncio que perpetua e reproduz violências e opressões históricas. O objetivo desse trabalho é apresentar as bases da construção de uma Comissão de Inclusão e Pertencimento (CIP) em um hospital de urgência e emergência, através do relato de experiência. No final do ano de 2023 teve início a construção da CIP em um hospital de urgência e emergência, o objetivo da ação foi agir de maneira constante e efetiva sobre as opressões, rompendo com a cultura do silêncio. Está em curso a construção coletiva de uma política de atendimento com atenção interseccional, visando a qualidade da atenção em saúde no que se relaciona ao acesso, permanência, desospitalização e articulação em rede com o foco direcionado para as populações vulnerabilizadas como a população LGBTQIAPN+, negra, mulheres negras, pessoas privadas de liberdade, em situação de rua, migrante, com deficiência, idosas, vivendo com HIV, mulheres e crianças em situação de violência, sem alfabetização, adoecidas sem direitos previdenciários, de maneira a promover diálogos, capacitações, rodas de conversa, reuniões, oficinas, disciplinas, seminários de educação em saúde para/com os trabalhadores da saúde sobre as circunstâncias correlatas. Tal alternativa faz parte da construção de uma política de atenção antirracista, antissexista, anticapacitista, anticlassista, que busca a erradicação de qualquer forma de violência no SUS. As bases para a ação também estão assentada na construção, revisão e atualização de protocolos de atendimento, no desenvolvimento de condições socioeducacionais e de capacidade para a identificação das populações vulnerabilizadas (ex: quesito raça/cor) e suas necessidades específicas de cuidados em saúde, articulação junto a rede de serviços, construção de um plano de melhorias na experiência do (a) usuário(a) hospitalizado em relação à admissão hospitalar, internação e desospitalização com gestão de alta, e parcerias estratégicas junto a rede de serviços, além do monitoramento e avaliação periódicos do impacto das ações realizadas nos indicadores gerais de qualidade da atenção hospitalar e articulação junto a Política de Humanização e Educação Permanente. Já é possível avaliar tal instrumento como urgente, estratégico e como possibilidade ao trabalho profissional do serviço social na saúde.

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Eixo Temático
  • Fundamentos, Formação, Instrumentos e Trabalho Profissional na Saúde
Palavras-chave
Interseccionalidade, Instrumento, Serviço Social, Opressões