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A morte sempre esteve presente no cotidiano de trabalho de Assistentes Sociais, especialmente quando inseridas/os na área da saúde em instituições hospitalares, tanto no acolhimento das demandas de usuárias/os durante o processo de terminalidade da vida, quanto nas orientações de fluxos e procedimentos burocráticos após o óbito e na democratização de informações sobre o acesso a direitos sociais. Nas últimas décadas, observou-se o acirramento da ofensiva neoliberal no âmbito da saúde pública, e a morte - que não foge do destino da mercantilização às quais todas as necessidades humanas são transformadas na sociabilidade capitalista - também se configura um mercado rentável, com a imposição de fluxos que favorecem a comercialização de diversos serviços funerários. Somada à burocratização do processo que acompanha o evento de um óbito, a exploração dos aspectos econômicos desta realidade materializa-se como mais um sofrimento imposto às pessoas que se deparam com a morte de um ente próximo. Desta forma, o presente trabalho tem como objetivo geral analisar como as produções acadêmico-científicas e técnico-operativas do Serviço Social tratam o tema do trabalho profissional em face da morte em ambiente hospitalar, incluindo algumas especificidades em situações de óbito fetal, natimorto e neomorto. Em termos metodológicos foi realizada uma pesquisa do tipo qualitativa, com finalidade exploratória, por meio de pesquisa bibliográfica e documental. As fontes bibliográficas analisadas foram levantadas em portal eletrônico cooperativo de periódicos científicos e em anais de eventos da categoria. Como fonte secundária foi analisado o Procedimento Operacional Padrão (POP) do Serviço Social de um hospital localizado na Região Sul do Brasil. Entre os principais resultados observa-se o descompasso entre os temas mais abordados nas produções acadêmico-científicas e os que apresentam maior protagonismo nos documentos técnico-operativos que orientam o cotidiano de atuação profissional em ambiente hospitalar, evidenciando a oportunidade que existe para o aprofundamento do debate de como vem sendo construída a unidade teoria-prática no que tange a atuação de assistentes sociais diante da morte em ambiente hospitalar, a fim de que futuras produções possam subsidiar melhores práticas no âmbito técnico-operativo, qualificando, ao mesmo tempo, o debate nos âmbitos teórico-metodológico e ético-político.
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