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Este trabalho aborda experiências de interculturalidade na Universidade de Brasília (UnB), tendo como foco a trajetória formativa de mulheres-estudantes indígenas. A partir de uma abordagem decolonial, analiso como essas estudantes vivem e interpretam suas trajetórias formativas em uma universidade ocidentalizada. A pesquisa mobilizou como fonte empírica entrevistas-narrativas com dez mulheres-estudantes indígenas que participaram/am da Associação dos Acadêmicos Indígenas da Universidade de Brasília (AAIUnB). Com base nesse procedimento, respondo às seguintes questões: a trajetória de mulheres-estudantes indígenas em universidades ocidentalizadas conforma experiências educativas interculturais? Acredita-se que a presença das estudantes indígenas nas universidades oferece oportunidades para o diálogo, a aprendizagem intercultural e conexões espirituais no ensino superior e, ao mesmo tempo, para o enfrentamento do racismo epistêmico e das relações de poder/ser/saber que ainda operam nas suas estruturas, invisibilizando e produzindo como ausências outros saberes e formas de produzir conhecimento. Porém, o racismo, a violência, o machismo e os estereótipos sofridos pelas estudantes dentro do espaço acadêmico geram preocupação e ainda precisam ser discutidos para que encontremos soluções para a raiz do problema.
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