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O trabalho é fruto da pesquisa de Prolicen que aconteceu no período de 2022 a 2023, mas, que terá continuidade no projeto já aprovado e, em andamento para o período de 2023 a 2024 e, apresenta como problemática central, compreender o projeto de educação trazido pelo neoliberalismo para o Brasil desde os anos de 1990. Investigar o projeto para a educação pública brasileira que se delineia com a abertura massiva de setores brasileiros à regulação internacional, como o caso da educação
O espaço é, nesse sentido, categoria fundamental na leitura das relações capital, Estado, universidade, escola e para o estudo dos elementos constituintes das políticas públicas educacionais, considerando as relações socioespaciais no jogo de forças no cenário político brasileiro e, seus desdobramentos ao longo dos anos. A pesquisa tem como principais objetivos: investigar à luz da materialidade concreta, o projeto hegemônico posto para a educação brasileira com o neoliberalismo.
Harvey (2005) afirma que a centralidade do pensamento neoliberal está na dignidade humana e na liberdade individual como ideais políticos, valores centrais da civilização, pressupondo que as liberdades individuais serão garantidas pela liberdade de mercado, marcando a promoção de uma economia social e moral. A precarização é estratégia de dominação, via hegemonia do capital financeiro, flexibilizar é a precarização.
O neoliberalismo, segundo o autor, pode até ampliar e tornar mais gerais a liberdade jurídica e a liberdade real, pautadas no livre empreendimento e na propriedade privada, mas isso acontece à camuflagem da escravidão, dominadas por instituições não democráticas como Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (BM).
Os anos de 1990 marcaram, portanto, uma forte atuação do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (BM), na economia, e, consequentemente, na educação. Esses órgãos internacionais concediam financiamentos, empréstimos com exigências de prestarem assessoria, consultorias, na elaboração das propostas educacionais brasileiras, numa lógica individualista de competição, com vencedores e perdedores, com vistas a uma educação básica e profissionalizante destinada aos países pobres da América Latina, repassando a responsabilidade financeira do ensino básico para estados e municípios, mantendo centralizado o controle das políticas educacionais pelo Estado, que assegura o desenvolvimento dos interesses dos organismos internacionais. (MELO, 2004).
A pesquisa segue em andamento e aprofundará as políticas educacionais para o Brasil com a Reforma do Ensino Médio, a implantação do Novo Ensino Médio e a luta pela revogação desse ensino que repercute na formação de professores e nos retrocessos para o ensino de geografia na educação básica.
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