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O artigo analisa como objetos emergem como dispositivos de memória e consumo simbólico, nas enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul. A partir de relatos de pessoas atingidas e iniciativas de resgate, discute-se como esses fragmentos materiais ultrapassam a esfera privada, ativando processos de reconstrução subjetiva e pertencimento coletivo. Fundamentado nos estudos da comunicação, memória e consumo, o texto argumenta que os objetos, ao saírem de sua esfera particular, tornam-se operadores de sentido em contextos de trauma. Sua valorização simbólica revela práticas comunicacionais de cuidado, empatia e resistência, nas quais a memória se reinscreve como uma forma de continuidade diante da perda. Ao final, conclui-se que esses “rastros de vida” contribuem para a elaboração do vivido, sustentando a narrativa coletiva da tragédia e a reconstrução simbólica do cotidiano.
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