Mudanças Distópicas: Black Mirror e a influência das transformações sociais e comunicacionais

Vol.2 2025 - 330069
10° Encontro de Grupos de Trabalho de Pós-Graduação
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Resumo

Black Mirror (2011-) trouxe visões de possibilidades distópicas de tecnologias e suas resultantes sociedades para o grande público ao longo de mais de uma década. O objetivo deste artigo é analisar as mudanças nas representações de distopias da série ao longo de 14 anos, fazendo análises de discurso dos episódios Quinze Milhões de Méritos (2011) e Pessoas Comuns (2025). Utilizando conceitos foucaultianos como “dispositivo disciplinar” e “biopolítica”, investiga-se como a visão sobre controle de indivíduos e de sociedade mudou ao longo do tempo e como se revelam mudanças sociais e comunicacionais do período. Observa-se uma tendência a mostrar distopias panópticas em 2011, enquanto que em 2025 há um biopoder inescapável exercido por uma empresa de tecnologia. Aponta-se um crescente pessimismo e subjugação da vida na narrativa mais recente da série, espelhando ansiedades e conflitos contemporâneos sobre tecnologia, precarização e poder corporativo descontrolado.

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Instituições
  • 1 ESPM
Eixo Temático
  • GT 6 – CONSUMO, LITERATURA E ESTÉTICAS MIDIÁTICAS
Palavras-chave
Black Mirror
Comunicação e Consumo
distopia
dispositivo disciplinar
biopolítica