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Este artigo analisa como as representações midiáticas da nova masculinidade — em especial nas capas das revistas GQ Brasil e L’Officiel Hommes — se constroem por meio da apropriação de discursos historicamente associados a grupos não hegemônicos, como mulheres e pessoas LGBTQIA+. Nos baseando nos conceitos de masculinidade híbrida e de meio-plagio buscamos demonstrar como esse empréstimo de discursos de outros grupos pode causar um silenciamento e um apagamento histórico desses grupos, através de uma análise do discurso das capas de revista de Marcos Mion para a GQ Brasil e de José Loreto para a L’Officiel Hommes. Podemos observar que esse silenciamento influencia na construção da identidade do sujeito e acarreta uma inviabilização política dos corpos, mantendo a ordem do sensível já existente.
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