Logos Humano versus Pathos Maquínico: A Inversão das Semiosferas dos Humanos e das Máquinas em Westworld

Vol.2 2025 - 329537
10° Encontro de Grupos de Trabalho de Pós-Graduação
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Resumo

O artigo analisa como a primeira temporada de Westworld inverte as semiosferas entre humanos e máquinas, centrando-se na oposição entre logos humano e pathos maquínico. Com base no conceito de semiosfera de Lotman, investiga-se como, no parque ficcional, humanos e androides ocupam espaços simbólicos distintos, mas em constante tensão. Os visitantes humanos, guiados pela racionalidade instrumental (logos), exercem dominação, enquanto os androides desenvolvem emoções, consciência e subjetividade (pathos), desafiando sua programação. A série utiliza estratégias narrativas e audiovisuais para construir essa inversão: a desumanização do Homem de Preto, que abdica da empatia pela lógica fria, contrasta com a humanização da androide Dolores, que transforma o sofrimento em emancipação. Westworld questiona as fronteiras entre humano e máquina, razão e emoção, propondo uma reflexão sobre o papel do audiovisual na construção de novos imaginários sobre seres artificiais, subjetividade e poder.

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Instituições
  • 1 Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM)
Eixo Temático
  • GT 6 – CONSUMO, LITERATURA E ESTÉTICAS MIDIÁTICAS
Palavras-chave
Inteligêcia artificial
Seres artificiais
Semiosfera
Pathos
Westworld