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O artigo analisa como a primeira temporada de Westworld inverte as semiosferas entre humanos e máquinas, centrando-se na oposição entre logos humano e pathos maquínico. Com base no conceito de semiosfera de Lotman, investiga-se como, no parque ficcional, humanos e androides ocupam espaços simbólicos distintos, mas em constante tensão. Os visitantes humanos, guiados pela racionalidade instrumental (logos), exercem dominação, enquanto os androides desenvolvem emoções, consciência e subjetividade (pathos), desafiando sua programação. A série utiliza estratégias narrativas e audiovisuais para construir essa inversão: a desumanização do Homem de Preto, que abdica da empatia pela lógica fria, contrasta com a humanização da androide Dolores, que transforma o sofrimento em emancipação. Westworld questiona as fronteiras entre humano e máquina, razão e emoção, propondo uma reflexão sobre o papel do audiovisual na construção de novos imaginários sobre seres artificiais, subjetividade e poder.
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