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Nos tempos atuais de popularização da inteligência artificial, muitas pessoas utilizam a tecnologia sem refletir sobre seus impactos éticos, ambientais e culturais. Este artigo parte do fenômeno recente de filtros gerados por IA com estética do Studio Ghibli para discutir os paradoxos entre inovação tecnológica e aspectos mnemônicos, tanto pessoais quanto coletivos, presentes nas obras de Hayao Miyazaki e Isao Takahata. Com base em autores como Halbwachs, Benedict, Hirai e Bichler, investiga-se como a estética Ghibli, construída sobre tradição, crítica social e crenças espirituais, vem sendo esvaziada por apropriações visuais em massa. O estudo propõe uma abordagem mais consciente do uso da tecnologia, sugerindo um equilíbrio entre sensibilidade artística, responsabilidade ambiental e respeito à filosofia que fundamenta o estúdio.
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