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Através da análise do perfil da influenciadora digital Hannah Neeleman (@BallerinaFarm) o presente artigo tem o objetivo de compreender como o discurso tradicional e religioso sobre gênero, especialmente da Igreja Mórmon, são performados e se transformam em produtos para consumo físico e simbólico. A discussão articula os conceitos de gênero, enquanto performativo apresentado por Butler (2019; 2024) e como resultado de tecnologias sociais, com base nas ideias de De Lauretis (1987). O conceito de interdiscursividade, apresentado por Maingueneau (2008), é central para compreendermos como o Hannah Neeleman reproduz e dialoga com o discurso da Igreja sobre gênero, convertendo-o em capital simbólico e em mercadorias. Appadurai (2021) e Douglas e Isherwood (2021) são essenciais para entender o processo de mercantilização e consumo simbólico destes conteúdos centrados em conceitos binários e heteronormativos de gênero e família, que também se transformam em produtos físicos vendidos online.
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