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Objetiva a figuração do humano em Alberi (Michelangelo Frammartino, 2014) sustentando que as operações de dessemelhança da figura humana promovem um afastamento do antropocentrismo que encaminha a cosmologia moderna à escatologia do Antropoceno. Ambientado em uma região rural do Sul da Itália, as imagens fabulam em suas estratégias formais acerca das crenças animistas que sobrevivem nessas populações. Metodologicamente, guiaremos a análise fílmica através das teorias da imagem de Georges Bataille e Georges Didi-Huberman, e da discussão do “animismo” por Tim Ingold, defendendo que o conceito de “informe” pode ser tramado com uma ideia de “agência” que não se consubstancia na organicidade de um ser, mas na capacidade de movimento da matéria e de encontro com a alteridade, o que permite pensar a figuração do filme como um refúgio biossemiótico que se opõe às recursividades da cosmotécnica moderna.
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