CONTRA A PAISAGEM

Vol 33, 2024 - 187187
Trabalho
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Resumo

A representação da paisagem ganha autonomia iconográfica a partir do Renascimento, no século XVI, sendo um fenômeno tipicamente moderno, articulado ao progresso científico e à dessacralização da natureza. Neste contexto, a paisagem opera como um dispositivo colonial, enquadrando a natureza para um sujeito dotado de interioridade que a objetifica, estabelecendo com ela uma relação de contemplação distanciada. O artigo pretende evocar essa função colonial da paisagem, que atravessa as artes plásticas e chega ao cinema e audiovisual de forma praticamente intocada. A emergência contemporânea de uma produção audiovisual realizada pelos povos ameríndios recoloca a discussão, apontando uma inadequação desse dispositivo e refundando posturas e existências por meio de dissidências que atestam a função da paisagem como forma de sustentar uma colonialidade do ver.

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Instituições
  • 1 UFRJ
  • 2 UFF
Eixo Temático
  • GT11 - Cultura das Mídias
Palavras-chave
Paisagem
Modernidade
Crítica decolonial.