CLAUDIA ANDUJAR, O PROTESTO COMO FORMA DE AMOR, E A ARTE COMO MÍDIA DO PROTESTO: um diálogo com Bell Hooks, Harry Pross, Hans Belting e Aby Warburg

Vol 33, 2024 - 187103
Trabalho
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Resumo

Claudia Andujar, aos 92 anos, é reconhecida como uma das principais defensoras da causa Yanomami, povo com o qual ela convive desde os anos 1970, quando o contato dessa nação indígena com a chamada “civilização” era ainda praticamente inexistente. Ela se aproximou deles por conta de seu trabalho profissional como fotojornalista, mas seu envolvimento cresceu à medida em que ela constatou o quanto a chegada de garimpeiros ameaçava esse povo. Andujar encontrou-se com os yanomamis antes ainda da presença militar na região que, em sintonia com os garimpeiros nos anos 1980, provocou o início de um verdadeiro genocídio, que foi denunciado no Museu de Arte de São Paulo, o Masp, na exposição “Genocídio do povo Yanomami”, em 1989. O objetivo deste texto é apontar como Andujar, por conta de uma relação empática e amorosa, se identificou com os Yanomamis e criou formas e estruturas de comunicação, especialmente pelas fotografias, que sensibilizaram o mundo e são ainda essenciais para a defesa da causa indígena, relacionando-a com ideias de bell hooks, Harry Pross, Hans Belting e Aby Warburg.

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Instituições
  • 1 PUC-SP
Eixo Temático
  • GT3 - Comunicação e Cultura
Palavras-chave
Fotografia
Militância
Amor.