ALICE E ALICIA: do livro-máquina ao cinema experimental

Vol 33, 2024 - 187142
Trabalho
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Resumo

Partindo de Alice no país das Maravilhas de Lewis Carroll, buscou-se demonstrar a potência desta obra literária em inspirar infinitas releituras, provocando a criatividade tanto no território da imagem quanto no da linguagem. Mais do que um produto, Carroll inventou um modo de produção, que pode ser utilizado como ferramenta criativa de contestação, ao torcer a linguagem nela inserindo enigmas, trocadilhos e paradoxos. No campo do cinema experimental, duas produções latino-americanas de Alice, realizadas em 1976 sob regimes ditatoriais, foram tomadas como exemplos de utilização do nonsense para provocar a multiplicação de sentidos, em uma análise realizada sob a ótica da filosofia de Deleuze. Ao inverter o sentido óbvio dado pelo bom senso e pelo senso comum, o nonsense força a invenção de novas aberturas, nos empurrando para caminhos outrora impensáveis. Brincando com os sentidos, é possível promover críticas aos regimestotalitários e potencializar a vida em tempos sombrios.

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Instituições
  • 1 UEM
Eixo Temático
  • GT7 - Comunicação, Arte e Tecnologia das Imagem
Palavras-chave
Carroll
Cinema Experimental
Cinema Latino-Americano.