A MIS-EN-SCÈNE ARTIFICIAL EM WES ANDERSON

Vol 33, 2024 - 187204
Trabalho
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Resumo

Diversos acadêmicos que se dedicam a estudar a obra do diretor de cinema estadunidense Wes Anderson, definem sua obra como “artificial”. O grande problema científico de todas estas afirmações é que elas não definem o que querem dizer com “artificialidade”, termo que no campo da arte, e principalmente nos estudos de cinema, pode ter uma infinidade de significados. Pensando nas lacunas deixadas por esses trabalhos, o objetivo deste artigo é entender o que seria a artificialidade no cinema e entender como ela se relaciona com a mise-em scène cinematográfica de Anderson. Como metodologia, reviso o que foi dito sobre a obra do diretor e utilizo a análise fílmica para classificar sua “mise-en-scène artificial”. Para essa classificação, baseio-me em cinco marcas fundamentais: 1) a composição planimétrica e a edição em ponto cardeal; 2) o “vazamento” do figurino no cenário; 3) a evidenciação do “fazer cinema”; 4) o resgate da cenografia artesanal; 5) o tableau-vivant.

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Instituições
  • 1 USP
Eixo Temático
  • GT13 - Estudos de Cinema, Fotografia e Audiovisual
Palavras-chave
Mise-en-scène
Wes Anderson
Artificial.