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Este artigo analisa três obras de arte que recorrem a borrões e apagamentos para elaborar a memória da ditadura civil-militar brasileira, entendidos como modos de referenciar esquecimentos. São examinadas Reconstituição, de Laís Myrrha; Decreto e Pesquisa escolar, de Leila Danziger. Aqui, interessa investigar de que forma os trabalhos subsidiam a rememoração do período ditatorial a partir de uma perspectiva que, permeada por descontinuidades, sugere tanto a potência quanto a fragilidade da memória. Percebe-se, com isso, que as produções também marcam a necessidade de reformular o que se (des)lembra acerca da ditadura, impulsionada por um querer saber.
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