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O cinema brasileiro contemporâneo tem se mostrado profícuo na apresentação de outras leituras sobre feminilidades que se desviam dos imaginários normativos. Este artigo analisa as ressignificações de gênero e da maternidade em imagens do filme Pendular (2017), de Júlia Murat, a partir das articulações entre corpo, performance e afetos. Nesses entrelaçamentos que se constituem nas tessituras fílmicas, as afetividades apresentam-se enquanto potências que mobilizam os corpos (BALTAR, 2010; DEL RIO, 2008; SPINOZA, 2008) e desestabilizam não só os fluxos da narrativa, como também as conformações simbólicas vigentes que delimitam, nas materialidades biológicas, a maternidade como essência das expressões femininas.
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