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A partir de pesquisa que aborda narrativas cruzadas, em que imagens e sons, entendidos como tecnologias de gênero interseccionais, interpelam outras formas de construções discursivas, este artigo propõe uma abordagem texto-vida, analisando como o documentário Bixa Travesty atravessa minha condição de mãe de uma jovem em transição de gênero. Para tanto, expresso minha maternidade como mediada, questionada e posta em reflexão a partir do filme. Entro ainda em diálogo com escritos transfeministas, anticoloniais e que demarcam saberes situ(i)ados nos quais proposições intelectuais, estéticas e sensíveis apresentam outros mundos e corporalidades possíveis para além da ciscolonialidade. Através do filme, mas também da textualidade em Viviane Vergueiro e Jota Mombaça, portanto, repenso minha cisnormatividade e ponho em trânsito o sentido da maternidade que exerço.
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