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Apresentamos neste trabalho uma proposta de análise interseccional semiótica dos discursos de promoção do consumo. O texto resulta de projeto de pesquisa em andamento que estuda representações da negritude em peças de comunicação mercadológica (anúncios de revista e postagens no Instagram). A construção teórica baseia-se no conceito de representação, em meio a um regime racializado (HALL, 2016) e no conceito de interseccionalidade (CRENSHAW, 1992). Analisamos, a partir da semiótica peirceana, oito peças de comunicação, avaliando de que forma as matrizes de opressão e suas interseccionalidades se manifestam (seja pela presença, seja pela ausência). Concluímos que a representação da negritude, associada a matrizes de classe e raça, ocupa lugar secundário, que ainda traz em sua mensagem interpretantes baseados num imaginário de democracia racial, com baixo volume de representações contraintuitivas (LEITE, 2014) e ainda com representações esterotipadas limitadas sobre a negritude.
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