A VINGANÇA COMO MÁQUINA DE NARRAR

Vol 31, 2022 - 150261
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Resumo

Embora tão velho na literatura quanto a própria literatura, o tema da vingança adquiriu no romantismo convenções próprias, tornando-se um recurso de composição literária, de investigação psicológica e de visão de mundo. O artigo parte do eterno retorno ao tema da vingança e ao romance-folhetim francês O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas – ainda hoje, um paradigma para as histórias de vingança – para analisar seus desdobramentos no campo do cinema contemporâneo. Trata-se de verificar até que ponto o romance de Dumas se constituiu, ao longo do tempo, como um modelo de composição da trama folhetinesca, fornecendo a engrenagem que faz da vingança uma espécie de máquina de narrar.

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Eixo Temático
  • Cultura das Mídias