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Este artigo procura contribuir para uma “virada comunicativa” nos estudos em desinformação. Por meio de uma revisão crítica das três abordagens mais influentes sobre o tema (epistemologia social, psicologia política e estudos de plataforma) sugere uma perspectiva praxeológica para esta literatura visando problematizar o acento cognitivista e racionalista presente na bibliografia dominante. O texto enfatiza dois componentes da desinformação que receberam menos atenção das pesquisas existentes. Em primeiro lugar, argumenta que a desinformação deve ser avaliada considerando a interação social que a “normaliza”. Em segundo lugar, destaca o papel da confiança nas práticas epistêmicas humanas e como a aceitação dos testemunhos dos outros é baseada em questões atitudinais antes que intencionais. Por fim, sugere que estudos ulteriores se aprofundem nos aspectos contextuais que criam situações de desinformação sintonizadas com as expectativas de confiança dos indivíduos.
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