A dança dos corpos quebrados: notas para uma alegria queer

Vol 31, 2022 - 150330
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Resumo

Este artigo, de caráter reflexivo e teórico, dialoga com conceitos das teorias queer para pensar objetos estéticos, em especial parte da produção audiovisual queer contemporânea. Ao observarmos a crescente pluralidade de obras audiovisuais com poéticas e estéticas dissidentes, questionamos em que espectros podem estar situadas sensibilidades queer contemporâneas, bem como as potencialidades e limites de chaves de leitura propostas pelos estudos queer para analisar tais sensibilidades. Ao comentarmos sobre negatividade e conceitos como fracasso (HALBERSTAM, 2011), pulsão de morte (EDELMAN, 2004), utopia queer (MUÑOZ, 2009), entre outros, buscamos enunciar uma possível sensibilidade queer baseada na ideia de "alegria". Para tanto, inspiramo-nos em teorias sobre o “afeto”, na fenomenologia queer em Sara Ahmed (2006) e, sobretudo, na “regência da alegria” em Muniz Sodré (2006).

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