TOCAR O TEMPO: o fotograma ou o corpo-ferido

Vol 30, 2021 - 140608
Comunicação Oral
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Resumo

O presente artigo investiga a prática dos cineastas e artistas visuais italianos Yervant Gianikian e Angela Ricci Lucchi. Pretende-se mostrar, principalmente a partir do filme Su tutte le vette è pace (1998), como essa prática, ao colocar em primeiro plano a dimensão material do arquivo, cria as condições de uma relação sensorial com a imagem. Graças a diversas técnicas de composição oferecidas pela câmera analítica, aparelho construído pelos cineastas para efetuar operações de alteração de velocidade, reenquadramento e ampliação de detalhes, é a própria superfície das imagens que se encontra evidenciada por uma prática de montagem que proporciona uma experiência háptica, essa capacidade do olho de funcionar como órgão do tato. Ao problematizar as dimensões temporal e material da imagem de arquivo, o filme proporciona a experiência de poder tocar o tempo.

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Instituições
  • 1 Universidade Federal do Rio de Janeiro
Eixo Temático
  • 7 - COMUNICAÇÃO, ARTE E TECNOLOGIAS DA IMAGEM