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O texto propõe uma reflexão a partir de alguns retratos radiográficos de corpos feminizados em seus processos de subjetivação, observados a partir de dois dispositivos-chave: o gênero e a fotografia. Para isso, o regime de visibilidade e as visualidades que envolvem as corporeidades em questão são observados a partir de uma breve contextualização histórica do surgimento das imagens em raios-X em paralelo a reflexões de teorias da fotografia, passando pela série Retrato Íntimo, da fotógrafa Cris Bierrenbach, assim como por imagens que povoam a contemporaneidade midiática disponíveis em mecanismos de busca na internet. Os tensionamentos postos nos levam a pensar acerca da instabilidade dos dispositivos como um todo (Agamben, Foucault), da fotografia (Batchen, Flusser, Soulages) e do gênero e da sexualidade (Butler, Haraway, Louro, Preciado), na compreensão de certas práticas, no que tange a violências contra corpos ditos femininos.
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