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Este artigo toma a paródia como forma expressiva emergente da complexa ecologia audiovisual que marca nossa experiência com a música nas ambiências digitais. O trabalho propõe discutir a atuação da paródia audiovisual como vetor promissor do debate sobre a força transcultural do pop, a partir do que caracteriza como poética do armengue. É analisado um corpus composto por quatro paródias difundidas nos canais do YouTube das webcelebridades Saullo Berck e Fundo de Quintal OFC e outras 14 expressões audioverbovisuais relacionadas a elas (comentários dos canais, postagens no Twitter e no Instagram). A abordagem teórico-metodológica se pauta em articulações entre as noções de performance e transculturação, de Diana Taylor, audiovisual em rede, de Juliana Gutmann, e palimpsesto e o Mapa das Mutações Culturais, de Jesús Martín-Barbero
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