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Ao direcionar esforços e lentes de análise para o fenômeno comunicacional experienciado em uma comunidade quilombola no interior da Paraíba, o presente artigo se propõe a compreender como os jovens quilombolas ofertam sentidos na ambiência da rede social do Facebook, dinamizando a circulação a partir do tensionamento com circuitos e atores externos à comunidade tradicional. A análise do empírico extraído, sob vieses netnográficos (KOZINET, 2014), descreve os percursos, marcas e dinâmicas enunciativas destas representações sociais e imagéticas. O banco de dados mobilizado em seis dinâmicas temporais remonta a um processo tentativo. Em um primeiro nível, investigamos como estes jovens quilombolas acionaram meios, modos e operações (FAUSTO NETO, 2014) na ambiência digital; e, em segundo nível, descreve os desdobramentos dos vínculos do “local” e do “global” que se articularam em novas narrativas e identidades/perfis, processo este, observado por movimentos perambulantes de “idas e vindas”, onde destacamos a presença de um “totem território quilombo” (TESSAROTTO, 2021) que atenua as irritações destas interações em rede e apresenta marcas de um fazer de revalorização simbólica da comunidade.
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