DO CONVALESCENTE AO SOBREVIVENTE: trauma e subjetividade nas pandemias

Vol 30, 2021 - 140527
Comunicação Oral
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Resumo

Para estudar o modo como experimentamos a pandemia da Covid-19, o artigo explora as figuras do convalescente e do sobrevivente nas narrativas midiáticas, tendo como objetos os jornais Correio da Manhã (RJ) e O Globo. A comparação histórica com a Gripe Espanhola de 1918 serve para pensar a mudança na apreensão das epidemias e do sofrimento. Essas duas figuras estão associadas à duração de uma doença e, portanto, articulam tempo e sofrimento. A pesquisa permite indicar a passagem da Modernidade à contemporaneidade a partir das transformações do modo como pensamos saúde e doença. A hipótese é a de que o conceito de trauma passa a orientar a experiência dos indivíduos na cultura contemporânea, pela generalização da doença mental e do cuidado crônico. Ancoradas na noção de saúde como bem-estar, as narrativas contemporâneas sugerem uma demanda por reconhecimento do sofrimento mental e suscitam uma identificação com o público, que também passa a se pensar como sobrevivente.

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Instituições
  • 1 Universidade Federal do Rio de Janeiro
Eixo Temático
  • 6 - COMUNICAÇÃO E SOCIABILIDADE