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Graças à popularidade do aplicativo e à facilidade no envio de mensagens, o WhatsApp tornou-se um dos principais meios no Brasil de informação e desinformação sobre a pandemia de COVID-19, desafiando os estudiosos de linguagem a identificar e analisar as estratégias discursivas envolvidas nesse tipo de comunicação. Apoiado no aparato teórico-metodológico da semiótica greimasiana, este artigo apresenta procedimentos e funções discursivos envolvidos nos conteúdos de desinformação que circulam pelo WhatsApp, partindo do pressuposto que a veracidade atribuída aos conteúdos advém mais do como e de quem fala do que da adequação à realidade sobre o quê se fala. Propomos tratar as estratégias adota-das para este “dizer verdadeiro” como camuflagens objetivantes e subjetivantes. É sobre estas últimas, no entanto, que o artigo se concentra, analisando estratégias sustentadas por discursos em primeira pessoa e interpelativos protagonizados por “especialistas” ou “pessoas comuns”
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