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A partir de autores ligados aos estudos da memória e da comunicação e cultura, este artigo discute a noção de objeto de memória como uma categoria na análise de capas de disco long playing (LP ou vinil), dentro das relações que envolvem práticas culturais, música e materialidades. Como são representações culturais partilhadas por artistas, gravadoras e fãs, as capas articulam memórias visuais acionadas ao longo do tempo, do passado ao presente. Tais articulações se dão nos sentidos atribuídos a esse objeto antigo, sua presença e seus aspectos materiais (desgastes, imperfeições etc.). Na argumentação, observo como alguns autores tratam o termo objeto de memória, ou circundam a noção, para, ao longo desse diálogo, refletir sobre a efetividade da categoria na análise das capas de disco.
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