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A partir da visão dos estudos críticos da branquidade e da perspectiva de Sara Ahmed sobre culpa e vergonha na política das emoções, este artigo analisa a hipótese de uma subjetividade branca progressista contemporânea no Brasil ordenada por fenômenos midiáticos como as campanhas antirracistas e o cancelamento. Por meio de uma análise de discursos do ciberespaço sobre temas que repercutem o debate racial, como “apropriação cultural” e antirracismo, verifica-se uma retórica da culpa pela opressão histórica na constituição do self branco atual. Objetiva-se abrir caminho para compreender a produção subjetiva branca a partir das dinâmicas afetivas dos discursos raciais nos tribunais virtuais, que incluem desde aprovações até cancelamentos. Analisa-se, ainda, a racialização do sujeito branco a partir do debate sobre seu papel tanto na opressão histórica e na perpetuação do preconceito quanto nos levantes antirracistas.
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