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Neste artigo propomos uma curta análise crítica de dois filmes de Ana Vaz, Amazing Fantasy e Atomic Garden, ambos datados 2018. Demonstramos como os filmes dialogam com seus herdeiros do cinema experimental das vanguardas, bem como produzem jogos de linguagem e discursos a partir de uma montagem que aproxima o cinema da palavra. Encontramos na obra contemporânea de Ana Vaz ecos dos debates realizadores por cineastas-herdeiros similares (seus duplos), refrações, simetrias e assimetrias, que surgem como reflexos da história do próprio meio que opera. Como o verbo "especular", seus filmes trabalham e agem, criando imagens “pensivas” que tramam e calculam seus ganhos e perdas com o tempo. Em sua rearticulação na montagem, teorizam sobre o estatuto da imagem elaboram os buracos no simbólico na história do cinema. Este trabalho é o esboço do que pode vir a ser uma possível cartografia do cinema da materialidade brasileiro, um “cinema-háptico" ou um cinema da “semelhança informe”.
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