ÓBITOS INFANTIS POR AFOGAMENTO E SUBMERSÕES ACIDENTAIS NO BRASIL: UMA ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA ENTRE OS ANOS 2019 E 2023

vol 4,2024 - 196141
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Resumo

INTRODUÇÃO: O afogamento consiste na aspiração de líquido não-corporal por submersão ou imersão, sendo considerado uma das principais causas de mortalidade infantil, sobretudo, em crianças de pouca idade. A alteração fisiopatológica mais expressiva é a hipóxia, a qual pode ocasionar diversas repercussões no organismo, como a diminuição do débito cardíaco, hipotensão arterial e hipertensão pulmonar. Compreende-se que esse tipo de acidente é rápido, silencioso e com alto potencial de letalidade. OBJETIVO: Descrever os aspectos epidemiológicos relacionados a óbitos infantis no Brasil entre os anos de 2019 a 2023. MÉTODO: Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, com base em informações adquiridas no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM). Foram analisados os seguintes parâmetros: Ano, região, sexo, raça, categorias causas e caráter atendimento, sendo que a análise dos dados foi delimitada na faixa etária menor de 1 ano até 9 anos. RESULTADOS E DISCUSSÃO: De acordo com os dados verificados, no período analisado, foram notificados 122 casos, sendo o ano de 2021 com maior registro, 27 casos (22,1%). Em relação à região, destaca-se com maior número de casos a região Sudeste com 57 casos (46,7 %), seguida pela região Nordeste com 30 casos (24,5%). Verificou-se também que o sexo masculino obteve a maioria de casos, chegando ao número de 81 casos (66,3%), enquanto o sexo feminino registrou 41 casos (33,7%). Ao observar a raça, verificou-se que a parda apresentou a maior taxa com 54 casos (44,2%). Constatou-se que óbitos decorrentes de afogamento e submersão em piscina foram majoritários com 46 casos, todavia óbitos por afogamento e submersão durante banho em banheira apresentou 1 caso, sendo desse modo o menor número de casos. Somado a isso, o caráter de atendimento predominante foi o de urgência com 105 casos (86%), ratificando o potencial de gravidade dos acidentes por afogamentos. CONCLUSÃO: Diante dos dados apresentados, conclui-se que o ano de 2021 apresentou maior taxa de óbitos infantis por afogamento e submersões acidentais durante o período analisado e as regiões sudeste e nordeste foram as que apresentaram a maior parte dos casos, respectivamente. Além disso, quanto à população, nota-se que a maioria das vítimas eram pessoas do sexo masculino e raça parda e que a maior parte dos afogamentos e submersão ocorreram em piscinas e o tipo de atendimento predominante foi o de urgência. Dessa forma, faz-se necessário a implementação de estratégias multidisciplinares que visem a prevenção dos casos.

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Eixo Temático
  • URGÊNCIA E EMERGÊNCIA