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Se você NUNCA registrou um DOI no seu Lattes, veja nosso tutorial!INTRODUÇÃO: A leishmaniose representa um complexo de doenças com amplo espectro clínico e diversidade epidemiológica, sendo considerada um grande problema de saúde pública. É causada por diversas espécies de protozoários digenéticos do gênero Leishmania , que afetam humanos e muitos animais. A transmissão da doença ocorre, principalmente, pela picada de flebotomíneos infectados no momento da hematofagia, sendo rara a transmissão não vetorial. Considerando as formas de resposta do hospedeiro, a presença de lesões no local da picada do vetor e a evolução clínica, a leishmaniose pode ser classificada em visceral ou cutânea. OBJETIVO: Apresentar o perfil epidemiológico das internações por leishmaniose na região Nordeste do Brasil entre os anos de 2019 e 2023. MÉTODOS: Tratou-se de um estudo epidemiológico de natureza descritiva e retrospectiva, sobre as internações confirmadas de leishmaniose, na região Nordeste, no período de 2019 a 2023, utilizando como base para pesquisa o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Foram pesquisadas as seguintes variáveis: região, ano, unidade da federação, capítulo CID-10, sexo, cor/raça, óbitos e taxa de mortalidade. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Foram notificados 13.622 internações por leishmaniose no Brasil no período de 2019 e 2023. Dentre as 5 regiões brasileiras, a região Nordeste foi a que apresentou maior número de internações, apresentando 5.773 pacientes internados (42,38%). No período analisado, o ano de 2019 foi aquele com maior número de casos notificados, 1.707 (29,57%) e 2023 o que registrou menor quantidade, 880 (15,24%). Em relação aos estados nordestinos, o Maranhão destacou-se com pouco menos de um quarto de todas as internações do nordeste, com 1.386 (24,00%), enquanto a Paraíba representou o estado com menor número de internações dessa região, com 191 (3,31%). A respeito das formas da doença, a leishmaniose visceral foi a que ocasionou maior numero de internações, com 3.975 (68,86%), ao passo que a leishmaniose cutâneo-mucosa foi a qual resultou em menor número de internações, ocasionando 108 casos (1,87%). Com relação ao sexo, foram registradas 3.726 (64,54%) internações do sexo masculino e 2.047 (35,46%) do sexo feminino. Referente à raça, indivíduos pardos foram as maiores vítimas de internações por leichmaniose na região nordeste, com 3.373 (58,43%). Por fim, vale ressaltar que foram registrados 240 óbitos na região nordeste, sendo o Maranhão a unidade federativa com maior número de vítimas, 69 (28,75%). Apesar disso, o Rio Grande do Norte foi o estado que apresentou a maior taxa de mortalidade da região nordeste (5,76). CONCLUSÃO: Portanto, concluiu-se que a maioria das internações por leishmaniose na região nordeste ocorreu no ano de 2019 em indivíduos do sexo masculino, pardos, residentes no estado do Maranhão e vítimas da forma visceral da doença. É importante destacar que que o elevado número de internações no Maranhão está associado, possivelmente, à presença de áreas da Floresta Amazônica em seu território, à urbanização desordenada e ao desmatamento, o que aumentou o contato entre os humanos e os vetores da doença. Com relação à taxa de mortalidade, o destaque norte-rio-grandense deve-se, provavelmente, à carência no serviço de saúde de qualidade ofertado à população.
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