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Se você NUNCA registrou um DOI no seu Lattes, veja nosso tutorial!INTRODUÇÃO: O câncer de pênis (CP) é uma neoplasia rara que afeta sobretudo populações de países em desenvolvimento, possuindo uma ligação com o perfil socioeconômico desses locais. Dentre os fatores relacionados ao desenvolvimento dessa patologia destacam-se os maus hábitos de higiene, a presença de fimose e de papilomavírus humano (HPV). OBJETIVOS: Analisar os dados de incidência e mortalidade de CP nas regiões do Brasil, bem como comparar tais dados entre os estados da região Nordeste. MÉTODOS: Estudo Epidemiológico Ecológico Analítico, com dados secundários coletados no Instituto Nacional do Câncer (INCA) e no DataSUS. Foram consideradas as variáveis: incidência de casos por residência e mortalidade por 100000 habitantes, levando em consideração as regiões do Brasil e os estados da região Nordeste no período de 2016 a 2022, de todas as faixas etárias e de indivíduos do sexo masculino. O software GraphPad Prism 9.3.0 foi utilizado na análise estatística, foi realizado ANOVA, seguido do teste de Tukey. RESULTADOS e DISCUSSÃO: Entre os anos de 2016 e 2022, houve 5776 casos de CP no Brasil. A região Sul foi a de maior incidência (1,14 casos). A região Nordeste teve a maior mortalidade (0,56 mortes). Não houve diferença na incidência entre as regiões, mas o Nordeste (0,566) teve um índice de mortalidade maior em comparação ao Sul (0,432; p=0,485) e Sudeste (0,355; p=0,0021). A maior mortalidade na região Nordeste aponta para problemas estruturais no sistema de saúde da região, incluindo acesso inadequado a cuidados médicos e tratamentos. Nos estados da região Nordeste, não houve diferença na incidência de CP, mas o Maranhão (0,775) apresentou mortalidade significativamente superior ao Ceará (0,454; p=0,0295), ao Alagoas (0,428; p=0,072) e ao Rio Grande do Norte (0,454; p=0,0295), cenário relacionado à precária situação socioeconômica, visto que, segundo o Atlas Brasil, em 2022, o Maranhão possui o menor Índice de Desenvolvimento Humano do país (0,676). Esse cenário reflete a falta de conhecimento sobre o CP e suas estratégias de prevenção, além da escassez de acesso aos tratamentos. A faixa etária de maior incidência foi de 80 e mais anos para o Nordeste e de 75 a 79 anos para as demais regiões. A mortalidade foi prevalente para a população de 80 e mais anos em todas as regiões. A mortalidade elevada entre os idosos ressalta a necessidade de políticas de saúde focadas nesse grupo, visando diagnósticos precoces e tratamentos eficazes. CONCLUSÃO: Os resultados encontrados no estudo revelam diferenças regionais significativas quanto à mortalidade por CP no Brasil, sendo prevalente em locais com condições socioeconômicas mais precárias e na faixa populacional de 80 anos e mais. Portanto, é crucial o investimento em infraestrutura de saúde, treinamento de profissionais e programas de conscientização para que prevenção, detecção precoce e tratamento adequado do CP sejam alcançados de forma equitativa nas regiões do Brasil, para todas as faixas etárias, tendo como foco principal a região Nordeste e o estado do Maranhão.
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