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Se você NUNCA registrou um DOI no seu Lattes, veja nosso tutorial!INTRODUÇÃO: As neoplasias malignas do fígado e das vias biliares intra-hepáticas caracterizam grandes desafios da saúde pública por estarem entre os tipos de câncer mais comuns. É crucial compreender a epidemiologia e a prevenção desse tipo de câncer, já que grande parte dos hepatocarcinomas advém da cirrose hepática e podem ser prevenidos com redução do alcoolismo e com medidas de controle da infecção do vírus da hepatite. A identificação precoce através de marcadores no sangue, ultrassonografia abdominal e tomografia, nos casos de câncer de vias biliares, ajudam no estadiamento e na redução de futuras complicações. OBJETIVO: Descrever o perfil epidemiológico das internações por neoplasias malignas do fígado e das vias biliares intra-hepáticas no estado do Piauí no período de 2019 a 2023. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo retrospectivo e quantitativo de caráter epidemiológico, com recorte temporal dos anos de 2019 a 2023, referente aos casos de neoplasias malignas do fígado e das vias biliares intra-hepáticas no estado do Piauí. As informações foram coletadas no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Foram analisadas as seguintes variáveis: total de internações, óbitos, taxa de mortalidade, gênero, faixa etária, distribuição geográfica e fator de risco. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Entre 2019 e 2023, o estado do Piauí registrou 1.106 internações por neoplasias malignas do fígado e das vias biliares intra-hepáticas, das quais 228 resultaram em óbitos, resultando em uma taxa de mortalidade de 20,61%. Do total de casos, 70,12% foram diagnosticados como carcinoma hepatocelular e 29,88% como colangiocarcinoma intra-hepático. A pesquisa da demografia dos pacientes revelou uma predominância de homens (50,40%) e as faixas etárias prevalente entre 50 e 59 e 60 e 69 anos. Geograficamente, as regiões de Teresina, Parnaíba e Picos concentraram 40,32%, 24,76% e 15,21% dos casos, respectivamente. Entre os fatores de risco, 60,45% dos pacientes tinham histórico de cirrose hepática, com 45,32% destes casos atribuídos ao alcoolismo e 30,14% a infecções pelos vírus das hepatites B e C. No que se refere à prevenção e diagnóstico, 30,24% dos casos foram identificados em estágios iniciais, enfatizando a importância dos programas de triagem e do diagnóstico precoce. No entanto, 69,76% dos casos foram diagnosticados em estágios avançados, ressaltando a necessidade de melhorias na detecção precoce e no acesso aos serviços de saúde. CONCLUSÃO: Os resultados mostraram uma maior prevalência em pacientes do sexo masculino, entre 50 e 70 anos, na cidade de Teresina, com histórico de cirrose hepática. Além de registrar uma taxa de mortalidade de 20,61% em relação ao total de internações. Diante desses dados, é possível obter uma compreensão mais completa dos desafios enfrentados no manejo das neoplasias malignas do fígado e das vias biliares intra-hepáticas no estado do Piauí, bem como identificar oportunidades para melhorar a prevenção, o tratamento e o suporte aos pacientes acometidos pela patologia.
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