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Se você NUNCA registrou um DOI no seu Lattes, veja nosso tutorial!INTRODUÇÃO: O pseudoaneurisma de carótida interna é uma condição cerebrovascular rara e potencialmente grave, de difícil reparo cirúrgico dependendo da localização. Quando há uma ruptura na parede arterial, permite escape e acúmulo de sangue nos tecidos circundantes, formando uma cavidade semelhante a um aneurisma. Esta condição pode resultar de traumas, procedimentos médicos, cirurgias ou infecções. Clinicamente, a apresentação varia conforme o tamanho, localização, compressão de estruturas adjacentes e tendência à formação de coágulos. O tratamento varia de acordo com as características de cada caso, desde condutas expectantes em casos assintomáticos até procedimentos endovasculares. RELATO DE CASO: Paciente masculino de 54 anos, procedente de José de Freitas-PI, casado, sem comorbidades, apresentou episódio súbito de parestesia e paresia no lado direito do corpo, com desvio da comissura labial para a esquerda, por poucos minutos, em agosto de 2023. Exames realizados no Hospital de Urgência de Teresina demonstraram: lesão intra-axial hipodensa corticosubcortical frontal esquerda de provável natureza isquêmica na tomografia computadorizada de crânio, “flap” de dissecção intimal iniciado logo após a origem da artéria carótida interna esquerda e sinais de oclusão da artéria carótida esquerda com presença de “kinking” no ultrassom com doppler de carótidas. Paciente evoluiu estável, com melhora das queixas de entrada. Diagnosticado com acidente vascular cerebral isquêmico, recebeu alta com prescrição de sinvastatina e dupla antiagregação (AAS e clopidogrel) para acompanhamento com a neurologia. Em fevereiro de 2024 o paciente retorna apresentando o mesmo quadro clínico e é transferido para o Hospital Getúlio Vargas para investigação. Ao exame físico, foi evidenciada hemiparesia direita completa e proporcionada, grau IV, sem alteração de sensibilidade, com reflexos profundos normoativos e simétricos, e provas cerebelares sem alterações. Nervos cranianos preservados, exceto pela face assimétrica com desvio da rima labial para a esquerda. Na investigação, a ressonância magnética mostrou lesões isquêmicas agudas na região cápsulo-nuclear e na periferia dos lobos frontal, temporal e parietal à esquerda, com hipersinal em T1 e T2 no segmento M1 da artéria cerebral média esquerda, sugerindo trombo. Ultrassom doppler de artéria carótida não demonstrou sinais de oclusão. Após estabilização, o paciente foi liberado para acompanhamento ambulatorial, apresentando a recorrência do quadro de paresia do lado direito durante esse período. Foi solicitado nova angioressonância de vasos cervicais que revelou alongamento e tortuosidade da artéria carótida interna direita e dilatação fusiforme da artéria carótida interna esquerda, possivelmente por ateromatose. Requisitada nova internação para realização de angiografia cerebral, identificou-se dilatação sacular após o bulbo carotídeo esquerdo, sugerindo pseudoaneurisma, e oclusão da artéria cerebral média esquerda, com fluxo compensatório através de colaterais piais. Optou-se pela abordagem conservadora mediante a dificuldade de realização de stent, suspendendo-se a dupla antiagregação e iniciando-se rivaroxabana 20 mg, sendo orientado o acompanhamento ambulatorial. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Diante da presença de síndrome vascular de causa desconhecida, em especial, caracterizada por déficit piramidal intermitente, uma ampla investigação é necessária. A escolha da angiografia cerebral, padrão-ouro para estenose carotídea, foi crucial para o diagnóstico de pseudoaneurisma de carótida interna, que, apesar da raridade, chama atenção como diagnóstico diferencial de déficits motores repetidos.
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