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Se você NUNCA registrou um DOI no seu Lattes, veja nosso tutorial!INTRODUÇÃO: As Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) são doenças crônicas que afetam o intestino com intensidades e padrões variados, e são diretamente influenciadas por fatores genéticos e ambientais. Com o desenvolvimento social e, principalmente, alastramento da industrialização o aumento das DII foi observado em larga escala. OBJETIVO: Comparar o perfil epidemiológico dos casos confirmados e notificados de Doenças Inflamatórias Intestinais no Brasil nos anos de agosto de 2018 a dezembro de 2023. MÉTODO: Trata-se de um estudo epidemiológico de natureza descritiva, com abordagem quantitativa entre agosto de 2018 a dezembro de 2023, do Brasil, por meio de levantamento de dados pertencentes ao Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), do DATASUS. Foram selecionadas as seguintes variáveis: internações por caráter de atendimento segundo região e sexo (masculino e feminino) segundo região. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Observou-se que no Brasil, foram registrados ao todo entre os anos de 2019 a 2023, 26.729 internações por Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), sendo que em 2023, teve 6.181 casos (23,12%). Somente a região Sudeste correspondeu a 12.286 (46,00%), seguido do Nordeste com 6.746 (25,23%), e por último, a região Norte, com 967 (3,61%). Comparando-se o caráter de internação, foi observado um elevado número de casos por regime de urgência com 20.264 (75,81%) nas cinco regiões do país e eletivo 6.465 (24,19%). E no Nordeste, o número correspondeu a 3.886 (14,53%). O sexo feminino foi mais acometido com 14.092 (52,72%) já o masculino teve 12.637 (47,27%). As Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) têm apresentado uma mudança em seu perfil epidemiológico. Sendo observado um padrão de crescimento no número de casos. Com implementação dos novos hábitos de vida, a ocidentalização e o tabagismo modificaram os dados e evidenciam um aumento na sua ocorrência tanto a nível mundial como nacional. Diversos estudos apontam uma prevalência das DII, no sexo feminino assim como o observado no território brasileiro (52,72%). Uma das causas que justifica esse número, seria pela maior procura pelos serviços de saúde, logo, os casos em homens são subnotificados. É válido ressaltar que a diferenciação da retrocolite ulcerativa e da doença de Crohn, são de difícil diagnóstico, corroborando para o número de casos em caráter de urgência (75,81%). CONCLUSÃO: Em suma, as Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) têm aumentado sua incidência no Brasil. Apresentando elevada morbidade e gastos significativos para o sistema de saúde. Portanto, são necessários mais estudos para explicar melhor o comportamento dessas doenças no país a fim de implementar-se medidas profiláticas adequadas como forma de evitar complicações nos pacientes já acometidos.
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