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Se você NUNCA registrou um DOI no seu Lattes, veja nosso tutorial!INTRODUÇÃO: A mortalidade materna e puerperal são essenciais para medir a eficácia e a qualidade dos serviços de saúde oferecidos às mulheres durante a gravidez, parto e pós-parto. Diante da relevância desses indicadores para a saúde pública no Piauí, torna-se fundamental avaliar o perfil epidemiológico no estado, na região e no país, identificando áreas que necessitam de melhorias nos cuidados obstétricos. OBJETIVOS: Analisar o perfil epidemiológico das causas de mortalidade gestacional e puerperal no estado do Piauí, no Nordeste e no Brasil de 2012 a 2022. MÉTODOS: Realizou-se estudo epidemiológico observacional transversal, utilizando bases de dados secundários e públicos, do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), com os dados referentes às fichas de notificação de mortalidade materna e puerperal, de 2012 a 2022, obtidos pelo DATASUS. As variáveis analisadas neste estudo foram: Categoria CID-10, faixa etária e período do óbito. Os dados foram organizados e tabulados para, então, realizar-se a análise estatística descritiva. RESULTADOS E DISCUSSÃO: A faixa etária mais acometida por óbitos maternos nos três espaços demográficos analisados foi de 20 a 39 anos, correspondendo a 79,9% no Brasil, 78,36% no Nordeste e 79,04% no Piauí. O período puerperal até 42 dias após o parto foi de maior porcentagem, com 58,69% no Brasil, 54,24% no Nordeste e 59,61% no Piauí. Em relação ao CID-10, no Piauí, no Nordeste e no Brasil, o CID O99 (Outras doenças da mãe, classificadas em outra parte, mas que complicam a gravidez o parto e o puerpério) foi o mais prevalente, com 20,78% no Brasil, 18,78% no Piauí e 20,44% no Nordeste. Já o CID O98 (Doenças infecciosas e parasitárias maternas classificáveis em outra parte mas que compliquem a gravidez, o parto e o puerpério) representou a segunda principal causa de mortalidade materna no Brasil, com 12,69% dos casos. Contrariando a tendência nacional, o Nordeste e o Piauí apresentaram a eclâmpsia (CID O15) como segunda principal causa, correspondendo a 10,65% e 13,76% dos casos, respectivamente. Houve um aumento significativo do número absoluto de casos entre os anos de 2020 e 2021, com uma elevação de 47,5% no Piauí, 26,59% no Nordeste e 54% no Brasil. Uma das causas destacou-se como ponto-chave para essa elevação: o número de óbitos por CID O98 teve uma elevação exuberante de 234,03% no Brasil, 144,76% no Nordeste e 185,71% no Piauí, refletindo o início da pandemia de COVID-19 no Brasil. Ademais, destaca-se a redução do número absoluto de casos de 2021 para 2022 em todas as esferas analisadas, atribuída ao declínio das notificações do CID 098, de 92,96% no território nacional, 95% no Piauí e 93,71% no Nordeste. CONCLUSÃO: A maior porcentagem da mortalidade materna no período puerperal revela a deficiência na assistência puerperal e a falta de informação das mães, ressaltando a importância da adoção de medidas para acompanhamento eficaz das puérperas, buscando prevenir complicações que podem levar ao óbito. Ademais, a redução nas taxas com o controle da pandemia ressalta a necessidade de manutenção e aprimoramento das medidas preventivas para a melhoria da saúde materna.
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