ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS DAS INTERNAÇÕES POR FRATURAS ÓSSEAS EM IDOSOS NO PIAUÍ DE 2019 A 2023

vol 4,2024 - 196069
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Resumo

INTRODUÇÃO: Diante dos avanços dos sistemas de saúde e aumento da expectativa de vida, é possível observar um processo de transição demográfica, caracterizado pelo aumento da população idosa. Todavia, essa transição é assistida por uma elevação no número de internações de pessoas da terceira idade, por fraturas ósseas decorrentes, sobretudo, de quedas, associadas ao declínio na capacidade física e psicocognitiva. Tal contexto interfere negativamente na qualidade de vida dessas pessoas, e no sistema público de saúde, devido à alta demanda de recursos voltados aos cuidados hospitalares especializados para esse segmento do corpo social. OBJETIVOS: Analisar os principais aspectos epidemiológicos das internações por fraturas ósseas na população idosa no Piauí, no período de 2019 a 2023. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo epidemiológico transversal, retrospectivo e quantitativo, que aborda a ocorrência de internações de idosos por fraturas ósseas no Piauí, no período de 2019 a 2023, analisando as variáveis sexo, cor/raça e município de atendimento. Os dados foram coletados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), especificamente do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS). RESULTADOS E DISCUSSÃO: Totalizaram-se 12.770 internações por fraturas ósseas em idosos entre 2019 e 2023 no Piauí. Em 2019 foram registradas 2.444 internações, enquanto em 2023, 2.769 internações, evidenciando um aumento de 13%, o que evidencia que as internações por fraturas ósseas ainda produzem impacto na população com 60 anos ou mais. Ademais, 2020 foi responsável pelo menor número de internações, com 2.106 internações, possivelmente em virtude do aumento da assistência familiar durante o isolamento domiciliar na pandemia da Covid-19. Houve predominância no gênero feminino, com 60%, que pode ser explicada pela feminização do envelhecimento populacional. Na variável cor/raça, a raça parda teve superioridade, com 54%, quando comparada a raça negra, branca, amarela e indígena. Todavia, não existem estudos que comprovem a associação entre a pigmentação da pele e risco de fraturas ósseas, mas tal fato pode ser justificado pelo predomínio da raça parda no estado. No tocante ao município de atendimento, Teresina apresentou o maior número, com 8.790 internações, em virtude da admissão de pacientes advindos de outros municípios, haja vista que a capital piauiense é reconhecida como referência em saúde. CONCLUSÃO: Foi possível observar uma permanência no alto número de internações de idosos, por fraturas ósseas, no intervalo de tempo analisado, associado às alterações biológicas inerentes ao processo de envelhecimento. Logo, nota-se a necessidade de ações educativas em saúde acerca da prevenção de quedas no ambiente domiciliar, além de políticas públicas voltadas para a especialização do cuidado à saúde do idoso, que visem a redução da prevalência de internações por fraturas ósseas na população idosa.

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Eixo Temático
  • EPIDEMIOLOGIA